Missio Pascoal

9.30.2009

A Carta Magna pela supremacia de Jesus Cristo ou Um manifesto por Jesus para a Igreja do Século 21 Por Leonard Sweet e Frank Viola (tradução livre por

Os cristãos fizeram do evangelho tantas coisas... tantas coisas além de Cristo.

Jesus Cristo é o ponto gravitacional que une todas as coisas e dá a elas significado, realidade e
sentido. Sem ele, todas as coisas perdem o seu valor. Sem ele, todas as coisas são nada, nada além de pedaços deslocados flutuando ao redor do espaço.

É até possível considerar uma verdade espiritual, valor, virtude ou dom, ainda que se esqueça a
Cristo... que é a personificação e encarnação de toda a verdade espiritual, valor, virtudes ou dons. Busque uma verdade, um valor, virtude ou um dom espiritual em si mesmo, e você vai encontrar algo morto.

Busque a Jesus, abrace a Jesus, conheça a Jesus, e você terá chegado a ele que é Vida. E nele reside toda a Verdade, Valores, Virtudes e Dons em cores vivas. Beleza que tem significado na beleza de Cristo, em quem encontramos tudo o que nos faz amorosos e amáveis.

O que é o Cristianismo? É Jesus. Nada mais, nada menos. Cristianismo não é uma ideologia.
Cristianismo não é uma filosofia. Cristianismo são as “boas novas” de que Beleza, Verdade e
Bondade são encontradas numa pessoa. A comunidade bíblica foi fundada e é encontrada na
conexão com esta pessoa. Conversão é mais do que mudança de direcção; é uma mudança na
conexão. O uso de Jesus da palavra Hebraica shubh, ou no seu equivalente Aramaico, que
chamamos de “arrependimento” não implica ver Deus de uma distância, mas entrar num
relacionamento em que Deus é o comando central da conexão humana.

A esse respeito, nós sentimos uma desconexão enorme na igreja hoje. Para isso é este manifesto.
Nós cremos que a maior doença da Igreja hoje é DDJ: Distúrbio da Deficiência de Jesus. A pessoa de Jesus tem-se tornado cada vez mais politicamente incorreta, mas tem sido também substituída pela linguagem da “justiça”, “reino de Deus”, “valores” e “princípios de liderança”.
Nesta hora, o testemunho a que sentimos que Deus nos chama é de levantar centros da primazia do Senhor Jesus Cristo. Especificamente...

1 – O centro e circunferência da vida Cristã é nada mais do que a pessoa de Cristo. Todas as outras coisas, incluindo coisas relacionadas a ele e sobre ele, são obscurecidas pelo sinal da sua
importância sem par. Conhecer Jesus é Vida Eterna. E conhecer a ele profundamente, densamente e em realidade, assim como experimentar das suas inescrutáveis riquezas, é a maior busca das nossas vidas, assim como o foi para os primeiros Cristãos. A intenção de Deus não tinha tanto a ver com consertar coisas que estavam erradas nas nossas vidas, mas sim, encontrar-mo-nos na nossa fragmentação e dar-nos Jesus.

2 – Jesus Cristo não pode ser separado dos seus ensinamentos. Aristóteles disse aos seus discípulos, “Sigam meus ensinamentos”. Sócrates disse a seus discípulos, “Sigam meus ensinamentos”. Buda disse aos seus discípulos, “Sigam as minhas reflexões”. Confúcio disse aos seus discípulos “Sigam o que disse”. Maomé disse aos seus discípulos, “Sigam os meus pilares”. Jesus disse aos seus discípulos, “Sigam-me”. Em todas as outras religiões, um seguidor pode seguir os ensinamentos do seu fundador sem ter nenhum relacionamento com o seu fundador. Isso não acontece com Jesus Cristo. Os ensinos de Jesus não podem ser separados da pessoa de Jesus. Jesus Cristo está vivo e ele personifica os seus ensinamentos. É um equívoco muito grande , então, tratar Cristo como simplesmente um fundador com uma série de ensinamentos morais, éticos ou sociais. O Senhor Jesus e os seus ensinamentos são um. O Meio e a Mensagem são um. Cristo é a encarnação do Reino de Deus e do Sermão do monte.

3 – A grande missão de Deus e o seu propósito eterno na terra e no céu converge em Cristo... tanto o Cristo individual (o cabeça) como o Cristo corporativo (o corpo). Esse universo move-se para um objetivo final – a plenitude de Cristo, onde Ele irá preencher todas as coisas com ele. Ser realmente missional, então, significa construir uma vida e o ministério em Cristo. Ele é tanto o coração como o sangue do plano de Deus. Perder isso é perder o eixo, e com certeza, é perder tudo.

4 – Ser um seguidor de Jesus não envolve tanta imitação tanto quanto envolve implantação e
imparcialização. Encarnação – a noção de que Deus conecta connosco na forma de um bébé e no toque humano – é a doutrina mais chocante da religião Cristã. A encarnação tanto aconteceu de uma vez por todas quanto o está em andamento agora, assim que Ele “que foi e que há de vir” agora é e vive a sua vida ressurreta em nós e através de nós. Encarnação não se aplica somente a Jesus; aplica-se a cada um de nós. É claro que não é da mesma forma sacramental. Mas próximo. A nós foi dado o Espírito de Deus que faz Cristo real nas nossas vidas. Nós fomos feitos, como Pedro afirmou, “participantes da natureza divina”. Como, então, diante de uma tão grande verdade, podemos pedir brinquedos e doces? Como podemos perder-nos por dons tão inferiores e clamar por coisas tão religiosas e espirituais? Nós fomos tocados do alto pelo fogo do Todo Poderoso com fogo divino. A vida que venceu a morte – a vida ressurreta do Filho de Deus. Como não podemos ser atingidos também?

Para colocar uma questão: Qual foi o motor, ou o acelerador da vida maravilhosa de Deus? Qual foi o ramo principal desse comportamento externo? Foi isto: Jesus viveu a presença do seu Pai. Depois de sua ressurreição, este processo se moveu. O que Deus o Pai era para Jesus Cristo, Jesus Cristo agora o é para si e para mim. Ele é essa presença maravilhosa, e nós compartilhamos a vida de Jesus e o seu próprio relacionamento com o Pai. Há um vasto oceano de diferença entre mandar os cristãos imitar a Jesus e aprender como encarnar um Cristo implantado. O primeiro termina numa completa frustração. O último é o caminho para a vida e alegria no nosso dia a dia e na nossa morte.

Nós ficamos como Paulo: “Cristo vive em mim”. A nossa vida é Cristo. Nele vivemos, respiramos e existimos. “O que Jesus faria?” não é Cristianismo. O Cristianismo pergunta: “O que Jesus está a fazee através de mim... e através de nós? E como é que Jesus está a fazer isso?” Seguir Jesus significa “Confie e obedeça” (responda), e viva a Sua presença pelo poder do Espírito.

5 – O “Jesus da história” não pode ser desconectado do “Jesus da fé”. O Jesus que andou pelas
partes da Galiléia é a mesma pessoa que habita a igreja hoje. Não deve haver desconexão entre o
Jesus do evangelho de Marcos com o incrível, todo-inclusivo Cristo cósmico que Paulo descreveu
na carta aos Colossenses. O Cristo que viveu no primeiro século existia antes da história. Ele
também tem uma existência depois da história. Ele é o Alfa e o Ômega, Princípio e Fim, A e Z, tudo ao mesmo tempo. Ele habita no futuro e no fim dos tempos ao mesmo tempo que ele habita em cada filho de Deus. A falha em abraçar essa verdade paradoxal tem criado problemas enormes e tem diminuído a grandeza de Cristo aos olhos do povo de Deus.

6- É possível confundir “a causa” de Jesus Cristo com a sua própria pessoa. Quando a primeira igreja falava “Jesus é o Senhor” , isso não significava “Jesus é o meu valor principal”. Jesus não é uma causa; Ele é real e uma pessoa viva que pode ser conhecida, amada, experimentada, entronizada e personificada. Focar-mo-nos na sua causa ou missão não é igual a focá-Lo ou segui-Lo. É muito possível servir “o deus” do serviço de Jesus em oposição a servi-lo com coração arrebatado que foi cativo pela sua irresistível beleza e incompreensível amor. Jesus nos leva a pensar em Deus de forma diferente, como relacionamento, como o Deus de todo relacionamento.

7- Jesus Cristo não foi um mero activista social ou filósofo moral. Considerá-lo dessa forma é tirar a sua glória e diluir a sua excelência. Justiça fora de Cristo é uma coisa morta. O único golpe que pode perturbar os portões do inferno não é o grito de Justiça, mas o nome de Jesus. Jesus Cristo é a personificação da Justiça, Paz, Santidade e Rectidão. Ele é a soma de todas as coisas espirituais, o “atractor estranho” do cosmos. Quando Jesus se torna uma abstração, a fé perde o seu poder reprodutor. Jesus não veio para tornar pessoas más, boas. Ele veio para tornar pessoas mortas, vivas.

8 – É possível confundir um conhecimento académico ou teológico sobre Jesus com um
conhecimento pessoal do próprio Cristo vivo. Os dois estão tão distantes um do outro quanto
centenas de milhões de galáxias. A plenitude de Cristo não pode ser alcançada somente pelo lóbulo frontal. A fé cristã clama pela racionalidade, mas busca também alcançar os maiores mistérios. A cura para um grande cérebro é um grande coração.

Jesus não equipou os seus discípulos com ficheiros de teologia sistemática. Ele deixou aos seus
discípulos corpo e respiração. Jesus não deixou aos seus discípulos um sistema de fé bastante claro e coerente para que eles amem a Deus e aos outros. Jesus deu aos seus discípulos feridas para tocar e mãos para curar.

Jesus não deixou aos seus discípulos uma crença intelectual ou uma cosmovisão cristã. Ele deixou aos seus discípulos uma fé relacional.

Cristãos não seguem um livro. Cristãos seguem uma pessoa, e a essa biblioteca de livros
divinamente inspirados, nós chamamos “A Bíblia Sagrada” como a melhor ajuda para seguir essa
pessoa. A Palavra Escrita é um mapa que nos leva a seguir a Palavra Viva. Ou como Jesus mesmo
disse, “Toda a Escritura testifica de mim”. A Bíblia não é o destino, é uma bússola que aponta
para Cristo, a Nossa Estrela do Norte do céu.

A Bíblia não apresenta um plano para viver. As “boas novas” não são um conjunto de leis, ou um
conjunto de inferências éticas, ou um novo e melhor PLANO. As “boas novas” são a história da
vida de uma pessoa , como reflectida no credo apostólico. O Mistério da Fé proclama esta narrativa: “Cristo morreu, ressuscitou e voltará”. O significado do Cristianismo não vem da concordância de uma série de doutrinas teológicas complexas, mas um amor apaixonado por um modo de vida na Terra que se resume a seguir a Jesus, que fala que o amor é o que faz da vida um sucesso... não riquezas, saúde ou qualquer outra coisa: mas amor. E Deus é amor.

9 – Só Jesus pode consertar e preencher o vazio no coração da igreja. Jesus Cristo não pode ser
separado da sua igreja. Enquanto Jesus é distinto da sua Noiva, Ele não está separado dela. Ela é de facto o seu próprio corpo na terra. Deus escolheu revesti-la de todo o poder, autoridade e vida no Cristo vivo. E Deus em Cristo só é conhecido plenamente através da sua igreja (Como Paulo disse, “A multiforme sabedoria de Deus – o qual é Cristo – que é conhecido através da “ekklesia”)

A vida cristã, então, não é uma busca individual. É uma jornada colectiva. Conhecer Cristo e fazê-lo conhecido não é um projecto individual. Aqueles que insistem num vôo solo de vida serão trazidos à terra através de uma terrível queda. Pois Cristo e a Sua igreja são intimamente unidos e conectados. O que Deus uniu, que nenhuma pessoa separe. Nós fomos criados para a vida com Deus; a nossa única felicidade é encontrada na vida com Deus. E o próprio prazer de Deus e deleite é encontrado dessa mesma forma.

10 – Num mundo que canta “Quem é esse Jesus?” e uma igreja que canta “Oh, vamos ser todos
iguais a Jesus”, nós vamos cantar a plenos pulmões, “Oh, como amamos Jesus!”
Se Jesus se levantou dos mortos, nós temos que no mínimo levantar-mo-nos das nossas camas, dos nossos bancos e sofás e responder à vida ressurreta do Senhor em nós, juntando-nos a Jesus naquilo com que Ele se importa neste mundo. Nós chamamos a outros para se juntarem a nós – não nos retirando do planeta Terra, mas plantando firmemente os nossos pés neste planeta enquanto o nosso espírito se eleva até os céus, até àquilo que agrada a Deus e que O encontra no seu propósito.

Nós não somos deste mundo, mas nós vivemos neste mundo para os direitos e interesses do Senhor. Nós, colectivamente, como ekklesia de Deus, somos Cristo neste e para este mundo.

Que Deus encontre pessoas aqui na terra que sejam pessoas de Cristo, em Cristo e para Cristo. Pessoas da cruz. Pessoas consumidas com a eterna paixão de Deus, o qual existe para a
preeminência do seu filho, para a Sua supremacia e para que Ele esteja à frente de todas as coisas visíveis e invisíveis. Pessoas que tenham descoberto o toque do Todo Poderoso na face do seu glorioso filho. Pessoas que queiram conhecer somente a Cristo e Ele crucificado, e que deixem todas as outras coisas cair ao lado. Pessoas que estão a desvendar a Sua profundidade, a descobrir a Sua riqueza, tocando a Sua vida e recebendo o Seu amor e fazendo a ELE, em toda a sua insondável glória, conhecido de outros.

Nós dois podemos discordar a respeito de muitas coisas – sejam elas eclesiologia, escatologia,
soteriologia, isso sem mencionar economia, globalização e política. Mas nós nossos dois últimos livros – From Eternity to Here (Da eternidade para cá) e So Beautiful (Tão lindo) nós temos tocado trombetas uníssonas. Estes livros são Manifestos desse manifesto.

Cada um deles apresenta a visão que capturou os nossos corações e que gostaríamos que fossem partes integrantes do Corpo de Cristo – esta: “UMA COISA eu sei” (João 9:25) esta é a UMA COISA que une a todos nós: Jesus o Cristo.

Cristãos não seguem o Cristianismo, Cristãos seguem Cristo.
Cristãos não pregam a si mesmos, Cristãos proclamam Cristo.
Cristãos não apontam para uma base de valores, Cristãos apontam para cruz.
Cristãos não pregam sobre Cristo, Cristãos pregam Cristo.

Há 300 anos atrás, um pastor alemão escreveu um hino ao redor do Nome acima de todos os nomes:

Perguntai que grande coisa eu sei que me delicia e me comove tanto?
Que grande prémio eu recebi?
Em que nome me glorio?
Jesus Cristo, o crucificado.
Esta é a grande coisa que eu sei
que me delicia e me comove tanto:
fé naquele que morreu para salvar
Naquele que triunfou sobre o túmulo:
Jesus Cristo, o crucificado
---

Jesus Cristo – o crucificado, ressurreto, entronizado, triunfante e vivo Senhor.
Ele é a nossa busca, a nossa paixão, a nossa vida.
Amém.

Para discutir este manifesto e as suas implicações, visite o blog “A Jesus Manifesto” em
http://ajesusmanifesto.wordpress.com/

Sugerimos que ouça a musica que está no YouTube “Give me Jesus ” enquanto lê este
manifesto.

5.23.2009

Tenho mais um colega! O Pr. Paulo Barata!





O dia 23 de Maio de 2009 fica marcado na vida de muita gente. A Igreja Baptista do Estoril viu um dos seus membros ser separado para o Ministério Pastoral. O Pr. Paulo José Carvalho Barata é o mais novo Pastor da denominação Baptista. Depois de no dia 21 de Março termos tido a honra de ordenar ao pastorado o querido Pr. Pedro Barbosa, hoje foi o dia do Pr. Paulo Barata. Que alegria! Deus seja louvado! No próximo dia 27 de Junho, dois outros discípulos serão examinados e consagrados ao Santo Ministério da Palavra. É uma bênção poder ser parte destes momentos que farão a história destes servos de Deus. Oremos por eles!

5.18.2009

Uma Perspectiva Cristã Sobre a Homossexualidade - William Lane Craig (Tradução: Vitor Grando)


William L. Craig é doutor em Teologia pela Universidade de Munique e em Filosofia pela Universidade de Birmingham.
Craig é o maior apologista Cristão de nossos tempos. Hábil debatedor, ele já enfrentou grandes pensadores cépticos como
Antony Flew, Bart Ehrman, John D. Crossan nos campi de Universidades como Harvard, Oxford e Princeton debatendo
tópicos como a existência de Deus e a historicidade da ressurreição de Cristo. É autor dos livros A Veracidade da Fé Cristã e
Filosofia e Cosmovisão Cristã. Neste artigo ele desenvolve uma perspectiva cristã sobre a delicada, e contemporânea,
questão da homossexualidade.

Uma das questões mais importantes e voláteis que a Igreja enfrenta hoje é a questão da homossexualidade como um estilo
de vida alternativo. A Igreja não pode se esquivar dessa questão. Eventos como o brutal assassinato de Matthew Shepherd,
o estudante homossexual de Wyoming, ou os recentes escândalos envolvendo padres pedófilos, que abalaram a Igreja
Católica, servem para trazer essa questão para o centro da cultura Americana

Cristãos que rejeitam a legitimidade do estilo de vida homossexual são geralmente taxados de homofóbicos, intolerantes e
até odiosos. Há uma grande intimidação em relação a essa questão. Algumas igrejas inclusive tem aprovado o estilo de vida
homossexual e aceitam aqueles que praticam a homossexualidade como ministros da igreja.

E não pense que isso só tem acontecido em igrejas liberais. Um grupo de evangélicos chamado Evangelicals Concerned é
um grupo de pessoas que aparentam ser cristãos nascidos-de-novo, crentes na Bíblia, mas também homossexuais
praticantes. Eles alegam que a Bíblia não proíbe a actividade homossexual ou que seus mandamentos não são válidos para
hoje, mas são apenas reflexo da cultura no qual eles foram escritos. Essas pessoas podem ser ortodoxas em relação a Jesus e
todas as outras áreas de ensino; mas eles pensam que é correcto ser um homossexual praticante. Eu lembro de ouvir um
académico do Novo Testamento numa conferência profissional relatar a história de que uma vez foi falar em um de seus
encontros. "As pessoas estavam seriamente preocupadas sobre o que você iria dizer," seu anfitrião disse depois do encontro.
"Por que?" ele perguntou surpreso. "Você sabe que eu não sou homofóbico!" "Ah, não, não era essa a preocupação", seu
anfitrião afirmou. "Eles temiam que fosse você ser muito histórico-crítico!"

Então quem somos nós para dizer que esses aparentes cristãos sinceros estão errados?

Essa é uma pergunta muito importante. Quem somos nós para dizer que eles estão errados? Mas essa pergunta levanta uma
pergunta ainda mais profunda, que deve ser respondida primeiro: o certo e o errado realmente existem? Antes de
determinar o quê é certo ou errado, você tem que saber que realmente há um certo e errado.

Bem, qual é a base para dizer que o certo e o errado existem, que realmente há uma diferença entre os dois?
Tradicionalmente, a resposta tem sido que os valores morais se baseiam em Deus. Deus é, pela Sua própria natureza,
perfeitamente santo e bom. Ele é justo, paciente, misericordioso, generoso - tudo que é bom vem dele e é um reflexo de
Seu carácter. Agora, a natureza perfeitamente boa de Deus se traduz em mandamentos para nós, que se tornam nossos
deveres morais, por exemplo, "Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, entendimento e força", "Amarás o teu
próximo como a ti mesmo", "Não matarás, furtarás, ou cometerás adultério". Essas coisas são certas ou erradas baseadas nos
mandamentos de Deus, e os mandamentos de Deus não são arbitrários, mas fluem necessariamente de Sua natureza
perfeita.

2
Esse é o entendimento Cristão de certo ou errado. Existe realmente um ser como Deus, que criou o mundo e nos criou à
Sua imagem. E ele, realmente, nos ordenou certas coisas. Somos, realmente, obrigados a fazer certas coisas (e a não fazer
outras). Moralidade não está apenas em sua mente. É real. Quando falhamos em cumprir os mandamentos de Deus, nós
estamos culpados perante Ele e necessitamos de Seu perdão. O problema não é só que nos sentimos culpados; nós
realmente somos culpados, não importando como nos sentimos. Eu posso não me sentir culpado porque eu tenho uma
consciência insensível, cauterizada pelo pecado; mas se eu tiver quebrado um mandamento de Deus, eu sou culpado, não
importando como eu me sinta.

Então, por exemplo, se os Nazistas tivessem vencido a Segunda Guerra e alcançassem o objectivo de lavar a mente ou
exterminar quem quer que discordasse deles, para que então todos pensassem que o Holocausto tivesse sido algo bom,
ainda assim seria errado, porque Deus afirma que é errado, não importando a opinião humana. Moralidade é baseada em
Deus, então o certo e o errado existem realmente e não são afectados pelas opiniões humanas.

Eu enfatizei esse ponto por ser tão estranho para muitas pessoas na nossa sociedade hoje. Hoje muitas pessoas pensam no
certo e errado não como uma questão de fato, mas como uma questão de gosto. Por exemplo, não há nenhum fato
objectivo em que brócolos é gostoso. É gostoso para alguns, mas ruim para outros. Pode ser ruim para você, mas é bom
para mim! As pessoas pensam o mesmo em relação aos valores morais. Algo pode ser errado para você, mas certo para
mim. Não há nenhum certo e errado na verdade. É apenas uma questão de opinião.

Agora, se não há nenhum Deus, então eu penso que essas pessoas estão absolutamente correctas. Na ausência de Deus
tudo se torna relativo. Certo e errado se tornam relativos de acordo com diferentes culturas e sociedades. Sem Deus quem
dirá que os valores de uma cultura são melhores do que os de outra? Richard Taylor, que é um proeminente filósofo
americano - e não é cristão -, esclarece isso enfaticamente. Observa atentamente o que ele diz:

A ideia de... obrigação moral é clara o bastante, estabelecida essa referência a algum legislador superior... mais do que à
referência ao estado. Em outras palavras, nossas obrigações morais podem... ser entendidas como aquelas que são impostas
por Deus... Mas e se esse legislador mais-alto-que-o-homem não for mais levado em consideração? O conceito de
obrigação moral... ainda assim fará sentido?[1]

Ele diz que a resposta é "Não." Eu cito: "O conceito de obrigação moral não é inteligível à parte da ideia de Deus. As
palavras permanecem, mas o sentido se foi" [2]

Ele continua e diz:

A era moderna, repudiando a ideia de legislador divino, todavia, tem tentado manter as ideias de moralmente certo e
errado, sem se dar conta que ao colocar Deus de lado eles também aboliram o sentido do certo e errado. Assim, até
pessoas instruídas algumas vezes declaram que certas coisas como guerra, ou aborto, ou a violação de certos direitos
humanos são moralmente errados, e pensam que disseram alguma coisa verdadeira e com sentido. As pessoas instruídas
não precisam ser lembradas, entretanto, que tais questões nunca foram respondidas à parte da religião.[3]

Você percebe o que esse filósofo não-Cristão está dizendo? Se não há Deus, se não há legislador divino, então não há
nenhuma lei moral. Se não há lei moral, então não há nenhum certo e errado. Certo e errado são simples convenções
humanas e leis variam de sociedade em sociedade. Mesmo se todas concordarem, continuariam sendo invenções humanas.

3
Então se Deus não existe, certo e errado não existem também. Qualquer coisa é válida, incluindo a homossexualidade.
Então, uma das melhores maneiras de defender a legitimidade do estilo de vida homossexual é se tornar ateu. Mas o
problema é que muitos defensores da homossexualidade não querem se tornar ateus. Em particular, eles querem afirmar
que o certo e o errado existem. Então você os ouve fazendo julgamentos morais a todo tempo, por exemplo: "É errado
discriminar os homossexuais". E esses julgamentos morais não são para serem entendidos como relativos a uma cultura ou
sociedade. Eles condenariam uma sociedade como a Alemanha Nazista que lançou os homossexuais em campos de
concentração, junto com os judeus e outros indesejáveis. Quando o Colorado formulou uma ementa proibindo certos
direitos especiais para os homossexuais, Barabara Streisand convocou um boicote ao estado dizendo, "O clima moral no
Colorado se tornou inaceitável".

Mas vimos que esses tipos de julgamentos morais não tem sentido a menos que Deus exista. Se Deus não existe, tudo é
válido, incluindo a discriminação e perseguição dos homossexuais. Mas não para por aí: homicídio, estupro, tortura, abuso
infantil - nenhuma dessas coisas seriam erradas, pois sem Deus não existe certo e errado. Tudo é permitido.

Então se podemos fazer julgamentos morais sobre o que é certo ou errado, temos que afirmar que Deus existe. Mas, então,
a mesma pergunta que nós começamos - "Quem é você para dizer que a homossexualidade é errada?" - pode ser devolvida
aos activistas homossexuais: "Quem é você para dizer que a homossexualidade é certa?" Se Deus existe, então não
podemos ignorar o que Ele diz sobre o assunto. A resposta correcta ao "Quem é você...?" é "Eu? Não sou ninguém! Deus
determina o que é certo e errado, e eu só estou interessado em aprender e obedecer o que Ele diz."

Então deixe-me recapitular o que vimos até aqui. A questão da legitimidade do estilo de vida homossexual é uma pergunta
sobre o que Deus tem a ver com isso. Se não há Deus, então não há certo e errado, e não faz diferença que estilo de vida
você escolhe - o perseguidor dos homossexuais é moralmente equivalente ao defensor da homossexualidade. Mas se Deus
existe, não podemos seguir nos baseando em nossas opiniões. Temos que descobrir o que Deus acha sobre o assunto.

Então como descobrir o que Deus pensa? O Cristão diz, veja na Bíblia. E a Bíblia nos diz que Deus abomina os atos
homossexuais. Logo, eles estão errados.

Então, basicamente o raciocínio é o seguinte:
(1) Somos todos obrigados a fazer a vontade de Deus.
(2) A vontade de Deus é expressa na Bíblia.
(3) A Bíblia proíbe o comportamento homossexual.
(4) Logo, o comportamento homossexual é contrário à vontade de Deus, ou é errado.

Agora se alguém resistir a este raciocínio, ele deve negar ou (2) A Vontade de Deus é expressa na Bíblia ou (3) A Bíblia
proíbe o comportamento homossexual.

Vamos ver o ponto (3) primeiro: A Bíblia, de fato, proíbe o comportamento homossexual? Agora, veja como eu coloco a
questão. Eu não perguntei se a Bíblia proíbe a homossexualidade, mas sim se a Bíblia proíbe o comportamento
homossexual? Essa é uma distinção importante. Ser homossexual é um estado ou uma orientação; uma pessoa que tem
orientação homossexual pode jamais expressar essa orientação em acções. Por contraste, uma pessoa pode se envolver em
actos homossexuais mesmo sendo de uma orientação heterossexual. O que a Bíblia condena são as acções e
comportamento homossexual. A ideia de uma pessoa sendo homossexual por orientação é uma característica da psicologia
4
moderna e pode ter sido desconhecida para as pessoas do mundo antigo. Eles estavam familiarizados com os actos
homossexuais, e é isso que a Bíblia proíbe.

Isso tem implicações enormes. Significa que todo esse debate sobre a questão de se a homossexualidade é algo que já
nasce com o individuo ou é resultado de como você foi criado, na verdade não importa no final. O que importa não é
como você recebeu sua orientação, mas o que você faz com ela. Alguns defensores da homossexualidade anseiam em
provar que seus genes, e não sua criação, que determinam se você é homossexual por que então o comportamento
homossexual seria normal e correcto. Mas essa conclusão não se segue de jeito algum. Só porque você é geneticamente
pré-disposto a algum comportamento não significa que tal comportamento é moralmente correcto. Para exemplificar,
alguns pesquisadores suspeitam que haja um gene que predispõe algumas pessoas ao alcoolismo. Isso significa que é
correcto para as pessoas com tal pré-disposição ir em frente e beber e se tornar um alcoólico? Óbvio que não! Se serve para
qualquer coisa, serve para alertá-lo que deve se abster do álcool para prevenir que isso aconteça. Agora a verdade da
questão é que nós não compreendemos completamente os papéis exercidos pela hereditariedade e a criação na produção
da homossexualidade. Mas isso realmente não importa. Mesmo se a homossexualidade fosse completamente genética, esse
fato ainda assim não seria nada distinto de um defeito de nascimento, como fissuras palatinas ou epilepsia. Não quer dizer
que é normal e que não devamos tentar corrigir.

De qualquer forma, mesmo se a homossexualidade resultar da genética ou da criação, as pessoas geralmente não escolhem
serem homossexuais. Muitos homossexuais testemunham o quão agonizante é se encontrar com esses desejos e lutar contra
eles, e eles te dirão que nunca escolheram ser assim. E a Bíblia não condena uma pessoa por ter orientação homossexual.
O que ela condena são os actos homossexuais. É perfeitamente possível ser homossexual e ainda assim ser um cristão cheio
do Espírito e nascido de novo.

Assim como um alcoólico que está limpo se levanta num encontro dos AA e diz, "Eu sou alcoólico", assim também um
homossexual que está vivendo sem a prática e se mantendo puro deve estar pronto para se levantar um encontro de oração
e dizer, "Eu sou um homossexual. Mas pela graça de Deus e pelo poder do Espírito Santo, eu tenho vivido separado para
Cristo". E eu espero que tenhamos a coragem e amor de recebê-lo como irmão ou irmã em Cristo.


Então, mais uma vez, a pergunta é: A Bíblia proíbe o comportamento homossexual? Bem, já disse que sim. A Bíblia é tão
realista! Você pode esperar que ela não mencione um tópico como o comportamento homossexual, mas, de fato, existem
seis lugares na Bíblia - três no Antigo Testamento e três no Novo Testamento - onde essa questão é abordada directamente -
para não mencionar todas as passagens que lidam com o casamento e a sexualidade que tem implicações para essa
questão. Em todas as seis passagens os actos homossexuais são inequivocamente condenados.

Em Levítico 18.22 diz que é abominação um homem se deitar com outro homem como se fosse mulher. Em Levítico 20.13
a pena de morte é prescrita em Israel para tal ato, junto com adultério, incesto e bestialidade. Agora, algumas vezes os
defensores da homossexualidade interpretam essas passagens à luz de outras proibições do Antigo Testamento contra o
contacto com animais impuros como porcos. Assim como os Cristãos não obedecem todas as leis cerimoniais do Antigo
Testamento, assim também, eles dizem, não temos que obedecer as proibições em relação aos actos homossexuais. Mas o
problema com esse argumento é que o Novo Testamento reafirma a validade das proibições do Antigo Testamento sobre o
comportamento homossexual, como veremos abaixo. Isso mostra que essas passagens não eram somente parte das leis
cerimoniais do Antigo Testamento, que já se passaram, mas sim parte da eterna lei moral de Deus. O comportamento
homossexual é um pecado sério para Deus. O terceiro lugar onde os actos homossexuais são mencionados no Antigo
5
Testamento é na terrível história de Génesis 19 da tentativa de abuso aos visitantes de Ló pelos homens de Sodoma, de
onde se deriva a palavra sodomia. Deus destruiu Sodoma por causa da perversidade deles.

Agora, se isso não é o bastante, o Novo Testamento também proíbe o comportamento homossexual. Em 1 Cor. 6.9-10
Paulo escreve, "Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os
idolatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados,
nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus." A palavra traduzida como "sodomita" se refere, na
literatura Grega, ao intercurso sexual passivo ou activo entre homens. (Como eu disse, a Bíblia é muito realista!). Essa
palavra também é citada em 1 Tim. 1.10 junto com fornicadores, ladrões, mentirosos e assassinos como "contrário à sã
doutrina". O mais longo tratamento da actividade homossexual está em Romanos 1.24-28. Aqui Paulo fala sobre como as
pessoas se desviaram do Deus Criador e passaram a adorar falsos deuses criados por si mesmos.

Ele diz,
Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundície, para desonrarem seus corpos entre si;
Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito
eternamente. Amém.

Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à
natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade
uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha
ao seu erro.

Académicos liberais tem feito acrobacias para tentar dar outra explicação que não o sentido claro expresso nesses
versículos. Alguns disseram que Paulo só está condenando a prática pagã do abuso de menores pelos homens. Mas tal
interpretação é obviamente errada, visto que Paulo diz nos versos 24 e 27 que esses actos homossexuais são cometidos
"homens com homens" e no verso 26 ele fala de actos de lesbianismo também. Outros académicos têm dito que Paulo só
está condenando os heterossexuais que se envolvem em actos homossexuais, mas não os homossexuais que o fazem. Mas
essa interpretação é inventada e anacrónica. Já dissemos que foi apenas nos tempos modernos que a ideia de homossexual
com orientação heterossexual se desenvolveu. O que Paulo está condenando são os actos homossexuais, não importando a
orientação. Dado o contexto dessa passagem do Antigo Testamento e do que diz Paulo em 1 Cor. 6.9-10 e 1 Tim 1.10, é
claro que Paulo está proibindo tais actos. Ele vê esse comportamento como evidência de uma mente corrompida que se
afastou de Deus e foi entregue por Ele à degeneração moral.

Então a Bíblia é muito clara no que diz respeito ao comportamento homossexual. É contrário ao plano de Deus e é pecado.
Mesmo se não existissem todas essas passagens explícitas que lidam com os actos homossexuais, tais actos ainda seriam
proibidos sob o mandamento "Não adulterarás". O plano de Deus para a actividade sexual humana é reservado para o
casamento: qualquer actividade sexual fora da segurança dos laços matrimoniais - seja sexo pré-matrimonial ou
extraconjugal, homo ou heterossexual - é proibida. O sexo foi desenhado por Deus para o casamento.

Alguém pode dizer que Deus fez o sexo para o casamento, então vamos permitir que os homossexuais se casem para que
não estejam cometendo adultério! Mas essa sugestão é uma interpretação completamente errada da intenção de Deus para
o casamento. Na história da criação em Génesis, nos é dito como Deus fez a mulher como uma auxiliadora ideal ao
homem, o complemento perfeito dado por Deus. Então é dito, "Por essa razão, deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua
mulher, tornando-se ambos uma só carne". Esse é o padrão de Deus para o casamento, e no Novo Testamento Paulo cita
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essa passagem e então diz, "Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja" (Ef. 5.32). Paulo diz que
a união entre o homem e sua mulher é um símbolo vivo da unidade entre Cristo e seu povo, a Igreja. Quando pensamos
nisso, podemos ver que terrível sacrilégio, que desprezo pelo plano de Deus, é a união homossexual. Isso ataca a intenção
de Deus para a humanidade no momento da criação.

O que foi dito acima também demonstra o quão tolo é quando algum defensor da homossexualidade diz, "Jesus nunca
condenou o comportamento homossexual, então porque deveríamos condenar?" Jesus não mencionou especificamente
muitas coisas que sabemos que são erradas, tais como bestialidade ou tortura, mas isso não significa que ele as aprovou. O
que Jesus faz é citar Génesis para afirmar o padrão de Deus para o casamento como base de seu próprio ensinamento sobre
o divórcio. Em Marcos 10.6-8, Ele diz, "Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o
homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma
só carne." Dois homens se tornando uma só carne no intercurso homossexual seria uma violação da ordem e intenção de
Deus. Ele criou homem e mulher para serem indissoluvelmente unidos no casamento, não dois homens ou duas mulheres.

Para recapitular, então, a Bíblia clara e consistentemente proíbe a actividade homossexual. Então se a vontade de Deus é
expressa na Bíblia, daí se segue que o comportamento homossexual é contrário à vontade de Deus.

Mas suponha que alguém negue o ponto (2) que a vontade de Deus é expressa na Bíblia. Suponha que ele diga que as
proibições contra o comportamento homossexual eram válidas para aquele tempo e aquela cultura, mas não são mais
válidas hoje. Afinal, a maioria de nós provavelmente concordaria que certos mandamentos na Bíblia são relativos à cultura.
Por exemplo, a Bíblia diz que as mulheres cristãs não deveriam usar jóias e os homens não deveriam ter cabelos
compridos. Mas a maioria de nós diria que apesar desses mandamentos terem uma essência atemporal - por exemplo, a
regra de se vestir modestamente - esse principio pode ser expresso diferentemente em diferentes culturas. Da mesma forma,
algumas pessoas estão dizendo que as proibições da Bíblia contra o comportamento homossexual não são mais válidas
para nossos dias e era.

Mas eu penso que essa objecção representa um sério erro de interpretação. Não há evidência de que o mandamento de
Paulo em relação aos actos homossexuais sejam culturalmente relativos. Longe de ser um reflexo da cultura na qual ele
escreveu, os mandamentos de Paulo eram totalmente contra-culturais! A actividade homossexual era difundida na Grécia
antiga e na sociedade Romana como é hoje nos Estados Unidos, e ainda assim Paulo se posicionou contra a cultura e se
opôs a ela. Mais importante, temos visto que as proibições da Bíblia contra a actividade homossexual estão enraizadas, não
na cultura, mas no padrão estabelecido por Deus para o casamento logo na criação. Você não pode negar que a proibição
da Bíblia sobre as relações homossexuais expressam a vontade de Deus a menos que rejeite também que o próprio
casamento represente a vontade de Deus.

Bem, suponha que alguém diga, "Eu acredito em Deus, mas não no Deus da Bíblia. Por isso eu não acredito que a Bíblia
expressa a vontade de Deus." O que você diria a essa pessoa?

Me parece que existem duas formas de responder. Primeiro, você poderia tentar mostrar para ela que Deus se revelou na
Bíblia. Essa é a tarefa da apologética cristã. Você pode falar sobre as evidências para a ressurreição de Jesus ou profecias
cumpridas. As Escrituras nos ordenam a ter tal defesa pronta para compartilhar com qualquer um que nos perguntar porque
acreditamos no que acreditamos (1Pe 3.15).

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Ou segundo, você pode tentar mostrar que o comportamento homossexual é errado apelando para verdades morais aceitas
pela maioria que mesmo pessoas que não crêem na Bíblia aceitam. Enquanto essa abordagem é mais difícil, todavia, eu
acredito ser crucial se nós Cristãos quisermos impactar nossa cultura contemporânea. Vivemos em uma sociedade que é
cada vez mais secular, cada vez mais pós-Cristã. Não podemos apenas apelar para a Bíblia se quisermos influenciar os
legisladores ou as escolas públicas ou outras instituições por que a maioria das pessoas não acredita mais na Bíblia.
Devemos apresentar razões que tenham um apelo maior.

Por exemplo, eu acho que muitas pessoas concordariam com o principio de que é errado se envolver em comportamento
auto-destrutivo. Pois tal comportamento destrói o ser humano que é inerentemente valioso. Assim, muitas pessoas, eu acho,
diriam que é errado se tornar alcoólico ou fumante viciado. Elas diriam que é bom comer bem e se exercitar. Além do mais,
eu acho que quase todo mundo concordaria com o principio de que é errado se envolver em comportamento que
prejudique uma outra pessoa. Por exemplo, nós restringimos os fumantes a certas áreas para que outras pessoas não inalem
fumo passivamente, e formulamos leis contra embriaguez na direcção para que pessoas inocentes não se machuquem.
Quase todo mundo concorda que você não tem direito de se envolver em comportamento que seja destrutivo a outro ser
humano.

Mas não é difícil demonstrar que o comportamento homossexual é um dos comportamentos mais auto-destrutivos e
prejudiciais que uma pessoa pode se envolver. O fato não é publicamente divulgado. Hollywood e os media
inflexivelmente tendem a colocar um ar de alegria sobre a homossexualidade, enquanto na verdade é um estilo de vida
depressivo, perturbador e perigoso, tão viciante e destrutivo quando o alcoolismo ou o fumo. Mas as estatísticas que eu vou
compartilhar com você estão bem documentadas pelo Dr. Thomas Schmidt no seu memorável livro Straight and
Narrow?[4]

Para começar, existe uma quase compulsiva promiscuidade associada com o comportamento homossexual. 75% dos
homens homossexuais têm mais de 100 parceiros durante toda a vida. Mais da metade desses parceiros são estranhos.
Apenas 8% dos homens homossexuais e 7% das mulheres homossexuais têm relacionamentos que duram mais de três
anos. Ninguém sabe a razão dessa promiscuidade estranha e obsessiva. Pode ser que os homossexuais estejam tentando
satisfazer uma profunda necessidade psicológica através das relações sexuais, necessidade que nunca é satisfeita. Homens
homossexuais têm em média 20 parceiros por ano. De acordo com o Dr. Schmidt,

"O número de homens homossexuais que experimenta algo como fidelidade vitalícia se torna, falando estatisticamente,
quase sem sentido. A promiscuidade entre homens homossexuais não é um simples estereótipo, e não é simplesmente a
experiência maioritária - é praticamente a única experiência. Fidelidade vitalícia é quase não-existente na experiência
homossexual."

Aliada à promiscuidade compulsiva o uso de drogas é difundido entre os homossexuais para aprofundar suas experiências
sexuais. Os homossexuais de um modo geral são três vezes mais propensos a terem problemas com bebidas do que a
população média. Estudos revelam que 47% dos homens homossexuais tem um histórico de abuso de álcool e 51% tem
um histórico de abuso de drogas. Há uma correlação directa entre o número de parceiros e o nível de drogas consumidas.

Além do mais, de acordo com Schmidt, "Existem enormes evidências de que algumas desordens mentais ocorrem com
muito mais frequência entre homossexuais." Por exemplo, 40% dos homens homossexuais tem um histórico de depressão
profunda. Os homens de um modo geral apresentam um histórico de depressão de apenas 3%. De forma similar, 37% das
mulheres homossexuais têm um histórico de depressão. Isso leva a um alto índice de suicídio. Os homossexuais são três
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vezes mais propensos a tentativas de suicídio do que a população média. De fato, homens homossexuais tem um índice de
tentativa de suicídio seis vezes maior do que dos homens heterossexuais, e as mulheres homossexuais tentam se suicidar
duas vezes mais do que mulheres heterossexuais. Nem a depressão nem o suicídio são os únicos problemas. Os estudos
revelam que os homossexuais são mais propensos à prática de pedofilia do que os homens heterossexuais. Qualquer que
seja a causa dessas desordens, o fato é que qualquer um que considere a possibilidade de se envolver num estilo de vida
homossexual não pode se iludir sobre onde ele está entrando.

Outro segredo bem guardado é quão fisicamente perigoso o comportamento homossexual é. Não vou descrever o tipo de
actividade sexual praticada pelos homossexuais, mas deixe-me dizer que nossos corpos, macho e fêmea, foram desenhados
para o intercurso sexual de uma forma que os corpos de dois homens não foram. Como resultado, a actividade
homossexual, 80% é de homens, é muito destrutiva, resultando em problemas como danos à próstata, úlceras e rupturas,
incontinência crónica e diarreia.

Além desses problemas físicos, as doenças sexualmente transmissíveis são muito disseminadas entre a população
homossexual. 75% dos homens homossexuais têm uma ou mais doenças sexualmente transmissíveis, não incluindo a AIDS.
Isso inclui todo o tipo de infecções não-virais como gonorreia, sífilis, infecções bacterianas e parasitas. Também é comum
entre os homossexuais, doenças virais como herpes e hepatite B (que afecta 65% dos homens homossexuais), ambas sendo
incuráveis, bem como a hepatite A e verrugas anais, que afectam 40% dos homens homossexuais. E eu sequer incluí a
AIDS. Talvez a mais chocante e terrível estatística é que, deixando de lado aqueles que morrem devido a AIDS, a
expectativa de vida do homem homossexual é de 45 anos aproximadamente. E a do homem comum é de 70 anos. Se você
incluir aqueles quem morrem de AIDS, que agora afecta 30% dos homens homossexuais, a expectativa de vida cai para 39
anos de idade.


Então eu acredito que se pode fazer uma boa defesa de que o comportamento homossexual é errado apenas baseando-se
em princípios morais aceitos geralmente. Assim, totalmente à parte da proibição Bíblica, existem boas razões para
considerar a actividade homossexual como errada.

Isso tem importantes implicações para a política pública em relação ao comportamento homossexual. Pois políticas e leis
públicas são baseadas em princípios morais aceitos por todos. É por causa disso, por exemplo, que temos leis que regulam
a venda de bebidas alcoólicas de várias formas ou leis proibindo o jogo ou restringindo o fumo. Essas restrições sobre a
liberdade individual são impostas para o bem comum. Da mesma forma, alguns estados, como nosso estado da Geórgia,
tem leis proibindo a sodomia, e a Suprema Corte afirmou que tais leis são constitucionais. Embora essas leis não sejam
obrigatórias, elas são legais à luz do risco apresentado por tal comportamento.

Agora em outros casos, leis obrigatórias em relação a homossexualidade podem ser propostas, e os Cristãos tem que pensar
bem sobre isso em relação aos indivíduos. Por exemplo, um Cristão pode não ver nenhuma razão para que não seja dada
oportunidade igual de compra e aluguer de imóveis para pessoas que são homossexuais. Mas eu posso imaginar que um
Cristão pode apresentar um projecto de lei contra as oportunidades de trabalho iguais para homossexuais. Pois alguns
empregos podem ser inapropriados para tais pessoas. Por exemplo, você gostaria que uma lésbica praticante fosse a
professora de educação física da sua filha na escola? Você gostaria de que o técnico do seu filho fosse um homossexual que
entrasse no vestiário junto com os garotos? Eu não apoiaria uma lei que forçasse as escolas públicas a contratar essas
pessoas.

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Ou novamente, as aulas de saúde das escolas públicas deveriam ensinar que a homossexualidade é um estilo de vida
legítimo, ou será que os estudantes deveriam ler Heather has Two Mommies (Heather tem duas mamãs)? As uniões
homossexuais devem ser reconhecidas como sendo tão legais quanto os casamentos homossexuais? Deveria se permitir que
os homossexuais adoptassem crianças? Em todos esses casos, se pode argumentar a favor de restrições às liberdades
homossexuais se baseando no bem público e na saúde pública geral. Não é uma questão de impor os valores pessoais de
alguém sobre outro alguém, visto que isso se baseia nos mesmos princípios morais que são usados, por exemplo, para banir
o uso de drogas ou restringir o uso de armas. A liberdade não significa licença para se envolver em acções que possam
prejudicar os outros.

Recapitulando, vimos que, primeiro, o certo e errado existem porque se baseiam em Deus. Então se quisermos saber o que
é certo ou errado, devemos ver o que Deus diz sobre isso. Segundo, vimos que a Bíblia consistentemente e claramente
proíbe os actos homossexuais, assim como proíbe todo o ato sexual fora do matrimónio. Terceiro, vimos que as proibições
Bíblicas em relação a tais comportamentos não podem ser explicadas à luz do contexto cultural nas quais foram escritas
porque tais proibições estão pautadas no plano divino para o casamento homem-mulher. Além do mais, mesmo à parte da
Bíblia, existem princípios morais geralmente aceitos que implicam que o comportamento homossexual é errado.

Agora, que aplicações práticas isso tem para todos nós como indivíduos?

Primeiro, se você é um homossexual ou tenha essa inclinação, se mantenha puro. Se você não é casado, deve praticar
abstinência de toda actividade sexual. Eu sei que isso é difícil, mas o que Deus está pedindo que você faça é simplesmente
o mesmo que ele requer de todas as pessoas solteiras. Isso significa não só manter seu corpo puro, mas especialmente sua
mente. Assim como o homem heterossexual deve evitar a pornografia e a imaginação, você, também, precisa manter sua
vida e pensamento limpos. Resista à tentação de racionalizar o pecado dizendo, "Deus me fez assim." Deus deixou muito
claro que ele não quer que você ceda aos seus pecados, mas sim que você O honre mantendo o corpo e a mente puros.
Finalmente, procure aconselhamento profissional Cristão. Com tempo e esforço, você pode vir a usufruir de relações
normais e heterossexuais com sua esposa. Há esperança.

Segundo, para aqueles que são heterossexuais, precisamos nos lembrar que ser homossexual não é nenhum pecado. A
maioria dos homossexuais não escolheu tal orientação e gostaria de mudar se pudesse. Precisamos aceitar e apoiar
carinhosamente irmãos e irmãs que lutam com esse problema. E, em geral, precisamos estender o amor de Deus a essas
pessoas. Palavras vulgares e piadas sobre homossexuais jamais devem passar pelos lábios de um Cristão. Se você se
encontrar tendo prazer quando alguma aflição cai sobre um homossexual ou se tem sentimentos de ódio aos homossexuais,
então você precisa reflectir bastante e com afinco nas palavras de Jesus relatadas em Mateus: "Em verdade vos digo que, no
dia do juízo, haverá menos rigor para Sodoma e Gomorra do que para você." (Mt. 10.15; 11.42).


Notas
1 Richard Taylor, Ethics, Faith, and Reason (Englewood Cliffs, N.J.: Prentice-Hall, 1985), pp. 83-4.
2 Ibid.
3 Ibid., pp. 2-3.
4 Thomas Schmidt, Straight and Narrow? (Downer’s Gove, Ill.: Inter-Varsity Press, 1995).

3.24.2009

Boa explicação para a Crise!

2.26.2009

Até que ponto se aplica esta profecia à Europa?



I’m not a Prophet or a Prophet’s Son. I can’t see the future. I’m usually wrong. I’m known for over-reacting. I have no statistics. You probably shouldn’t read this. The “Gracious God” post depressed me.


Part 1: The Coming Evangelical Collapse, and Why It Is Going to HappenPart 2: What Will Be Left When Evangelicalism Collapses?Part 3: Is This A Good Thing?

My Prediction
I believe that we are on the verge- within 10 years- of a major collapse of evangelical Christianity; a collapse that will follow the deterioration of the mainline Protestant world and that will fundamentally alter the religious and cultural environment in the West. I believe this evangelical collapse will happen with astonishing statistical speed; that within two generations of where we are now evangelicalism will be a house deserted of half its current occupants, leaving in its wake nothing that can revitalize evangelicals to their former “glory.”
The party is almost over for evangelicals; a party that’s been going strong since the beginning of the “Protestant” 20th century. We are soon going to be living in a very secular and religiously antagonistic 21st century in a culture that will be between 25-30% non-religious.

This collapse, will, I believe, herald the arrival of an anti-Christian chapter of the post-Christian west and will change the way tens of millions of people see the entire realm of religion. Intolerance of Christianity will rise to levels many of us have not believed possible in our lifetimes, and public policy will become particularly hostile towards evangelical Christianity, increasingly seeing it as the opponent of the good of individuals and society.

The response of evangelicals to this new environment will be a revisiting of the same rhetoric and reactions we’ve seen since the beginnings of the current culture war in the 1980s. The difference will be that millions of evangelicals will quit: quit their churches, quit their adherence to evangelical distinctives and quit resisting the rising tide of the culture.
Many who will leave evangelicalism will leave for no religious affiliation at all. Others will leave for an atheistic or agnostic secularism, with a strong personal rejection of Christian belief and Christian influence. Many of our children and grandchildren are going to abandon ship, and many will do so saying “good riddance.”

This collapse will cause the end of thousands of ministries. The high profile of Christian media will be reduced, if not eliminated. Hundreds of thousands of students, pastors, religious workers, missionaries and persons employed by ministries and churches will be unemployed or employed elsewhere. Christian schools will go into rapid decline. Visible, active evangelical ministries will be reduced to a small percentage of their current size and effort.

Nothing will reanimate evangelicalism to its previous levels of size and influence. The end of evangelicalism as we know it is close; far closer than most of us will admit.

My prediction has nothing to do with a loss of eschatological optimism. Far from it. I’m convinced the grace and mission of God will reach to the ends of the earth. But I am not optimistic about evangelicalism, and I do not believe any of the apparently lively forms of evangelicalism today are going to be the answer. In fact, one dimension of this collapse, as I will deal with in the next post, is the bizarre scenario of what will remain when evangelicals have gone into decline.

I fully expect that my children, before they are 40, will see evangelicalism at far less than half its current size and rapidly declining. They will see a very, very different culture as far as evangelicalism is concerned.

I hope someone is going to start preparing for what is going to be an evangelical dark age.

Why Is This Going To Happen?
1) Evangelicals have identified their movement with the culture war and with political conservatism. This was a mistake that will have brutal consequences. They are not only going to suffer in losing causes, they will be blamed as the primary movers of those causes. Evangelicals will become synonymous with those who oppose the direction of the culture in the next several decades. That opposition will be increasingly viewed as a threat, and there will be increasing pressure to consider evangelicals bad for America, bad for education, bad for children and bad for society.

The investment of evangelicals in the culture war will prove out to be one of the most costly mistakes in our history. The coming evangelical collapse will come about, largely, because our investment in moral, social and political issues has depleted our resources and exposed our weaknesses. We’re going to find out that being against gay marriage and rhetorically pro-life (yes, that’s what I said) will not make up for the fact that massive majorities of evangelicals can’t articulate the Gospel with any coherence and are believing in a cause more than a faith.

2) Evangelicals have failed to pass on to our young people the evangelical Christian faith in an orthodox form that can take root and survive the secular onslaught. In what must be the most ironic of all possible factors, an evangelical culture that has spent billions of youth ministers, Christian music, Christian publishing and Christian media has produced an entire burgeoning culture of young Christians who know next to nothing about their own faith except how they feel about it. Our young people have deep beliefs about the culture war, but do not know why they should obey scripture, the essentials of theology or the experience of spiritual discipline and community. Coming generations of Christians are going to be monumentally ignorant and unprepared for culture-wide pressures that they will endure.

Do not be deceived by conferences or movements that are theological in nature. These are a tiny minority of evangelicalism. A strong core of evangelical beliefs is not present in most of our young people, and will be less present in the future. This loss of “the core” has been at work for some time, and the fruit of this vacancy is about to become obvious.

3) Evangelical churches have now passed into a three part chapter: 1) mega-churches that are consumer driven, 2) churches that are dying and 3) new churches that whose future is dependent on a large number of factors. I believe most of these new churches will fail, and the ones that do survive will not be able to continue evangelicalism at anything resembling its current influence. Denominations will shrink, even vanish, while fewer and fewer evangelical churches will survive and thrive.

Our numbers, our churches and our influence are going to dramatically decrease in the next 10-15 years. And they will be replaced by an evangelical landscape that will be chaotic and largely irrelevant.

4) Despite some very successful developments in the last 25 years, Christian education has not produced a product that can hold the line in the rising tide of secularism. The ingrown, self-evaluated ghetto of evangelicalism has used its educational system primarily to staff its own needs and talk to itself. I believe Christian schools always have a mission in our culture, but I am skeptical that they can produce any sort of effect that will make any difference. Millions of Christian school graduates are going to walk away from the faith and the church.

There are many outstanding schools and outstanding graduates, but as I have said before, these are going to be the exceptions that won’t alter the coming reality. Christian schools are going to suffer greatly in this collapse.

5) The deterioration and collapse of the evangelical core will eventually weaken the missional-compassionate work of the evangelical movement. The inevitable confrontation between cultural secularism and the religious faith at the core of evangelical efforts to “do good” is rapidly approaching. We will soon see that the good evangelicals want to do will be viewed as bad by so many, that much of that work will not be done. Look for evangelical ministries to take on a less and less distinctively Christian face in order to survive.

6) Much of this collapse will come in areas of the country where evangelicals imagine themselves strong. In actual fact, the historic loyalties of the Bible belt will soon be replaced by a de-church culture where religion has meaning as history, not as a vital reality. At the core of this collapse will be the inability to pass on, to our children, a vital evangelical confidence in the Bible and the importance of the faith.

7) A major aspect of this collapse will happen because money will not be flowing towards evangelicalism in the same way as before. The passing of the denominationally loyal, very generous “greatest generation” and the arrival of the Boomers as the backbone of evangelicalism will signal a major shift in evangelical finances, and that shift will continue into a steep drop and the inevitable results for schools, churches, missions, ministries and salaries.

Michael Spencer

2.01.2009

Ladrão de Amesterdão: "Deus te ama e vai-te abençoar!"


DEUS TE AMA E VAI-TE ABENÇOAR! Aprendi a afirmar esta frase com o Pr. José Gonçalves. Contaram-me que, uma certa vez, em Moçambique, um grupo de ladrões entrou na propriedade do Pr. Gonçalves munidos de armas de fogo. Queriam levar o carro do missionário português. Diante da situação o Pr. Gonçalves simplesmente ia afirmando aos ladrões: "Deus te ama e vai-te abençoar!" Os ladrões, diante do insólito, ficaram inda mais nervosos e com mas raiva da vítima. Todaia, e de forma inexplicável, acabaram por se irem embora sem nada roubar.

Na passada quarta-feira, em Amesterdão, eu nem sequer tive chance de proferir palavras de benção sobre o indíviduo que decidiu levar a minha mala (trolley) com a minha carteira recheada de todos os meus documentos pessoais, laptop, documentos diversos do Seminário, roupa, cabos, etc. -não fui eu apenas a vítima. O Emanuel Resina, coordenador do projecto ConhecerDeus.com da nossa Missão, também ficou sem a mala dele com documentos de trabalho, óculos de sol, chaves, etc. Viemos a saber, posteiormente, que também o laptop da Igreja Vida Plena tinha voado do lugar onde ficara.

Estávamos em Amesterdão por dois assuntos: Reunião de Trabalho do Steering Group que coordena o evento mission-net.org, um evento europeu de mobilização missionária de jovens que acontecerá nesta Páscoa e, para presentar o projecto conhecerDeus.com a diferentes igrejas de língua portuguesa radicadas nesta bela cidade holandesa. O convite partiu do querido Pastor Jorge Seni, missionário naquela cidade e pastor da querida Igreja Vida Plena.

Tudo o que fomos fazer foi concretizado e bem acolhido. As igrejas receberam maravilhosamente bem o projecto conhecerDeus.com apresentado pelo Emanuel Resina. Preguei com alegria o texto de Esdras 8:21-23. Leiam o que o texto diz: "Então proclamei um jejum enquanto ali estávamos, à beira do rio Aava, para nos humilharmos perante Deus; e orámos para que nos desse uma boa viagem e nos protegesse, assim como aos nossos filhos e bagagens, durante a deslocação, porque me envergonhei de pedir ao rei soldados a pé e a cavalo para nos acompanharem e nos protegerem dos inimgos durante o caminho. Ao fim e ao cabo tinhamos dito que o nosso Deus protege todos quantos o adoram e a desgraça só vem aos que o abandonam! Por isso jejuámos e implorámos Deus que cuidasse de nós. E ele assim fez."

No final do culto, alguns irmãos, muito tocados, vieram junto de mim pedir oração porque os combates espirituais nesta cidade são tremendos. Orei com várias pessoas e o Senhor ministrou aos nossos corações. As nossas bagagens, as tshirts, os cartões do conhecerDeus, estavam à porta do salão de cultos, dentro do edifício, cuja beleza e grandeza podem atestar na foto. O que nunca imaginámos é que alguém pudesse levar as nossas malas. Não temos certezas, mas sabemos que, na sala ao lado, decorria uma aula com uma professora e alguns alunos não envolvidos com a Igreja. Aquele é um espaço imenso com diferentes utilizações. Depois do culto, preparei tudo, e fechei as nossas malas. Foi a última vez que as vi. Quando voltei do salão de cultos já nada lá estava. Deixaram apenas as malas maiores com dezenas de tshirts.

As horas seguintes foram dolorosas. Tinha perdido tudo, inclusivé os cartões de embarque que seriam usados poucas horas depois, no voo Tap das 6.25. Depois de algum tempo, o Pr. Jorge Seni, completamente transtornado, lá encontrou um posto da polícia. Foi feito um relatório em holandês para me apresentar no voo e regressar a Portugal, aliviado da bagagem. Procurámos a minha carteira em todos os caixotes do lixo das redondezas do templo. Estavam 3 graus negativos. Após lgumas horas, não valia a pena ir dormir. Faltavam 3 horas para o nosso voo.

Quem pode compreender estas coisas? O meu amigo Vitor Biscaia respondeu assim:

Paulo;

Não costumo reenviar estas mensagens que diariamente recebo no email, mas, depois do teu telefonema achei que esta talvez fosse relevante face àquilo que me acabaste de contar. Porque é que afinal Deus permitiu que as malas fossem levadas se o que estavas a pregar garantia exactamente que o Senhor também protege as bagagens?

Era uma vez...UM REI que não acreditava na bondade de DEUS, tinha um servo que em todas as situações lhe dizia:Meu rei, não desanime porque tudo o que Deus faz é perfeito, Ele não erra!
Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei.O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão.Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse:- Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo.O servo apenas respondeu:
- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom; e ele sabe o porquê de todas as coisas.O que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra! Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo. Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos. Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no, pois ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e o recebeu muito afetuosamente:- Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens, justamente por não ter um dedo! Mas tenho uma dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?- Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum. Por isso, lembre-se: tudo o que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra! Muitas vezes nos queixamos da vida e das coisas aparentemente ruins que nos acontecem, esquecendo-nos que nada é por acaso e que tudo tem um propósito. Todas as manhãs, ofereça seu dia ao Senhor Jesus e peça para Deus inspirar os seus pensamentos, guiar os seus actos, apaziguar os seus sentimentos e nada tema, pois DEUS NUNCA ERRA!!!

Sabe porque você recebeu essa mensagem?Eu não sei, mas Deus sabe, pois Ele nunca erra.......O caminho de Deus é perfeito e a sua palavra sem impureza.Ele é o caminho de todos que nele confiam,como diz em 2º Samuel - 22 - 31. Deus nunca erra!

12.18.2008

Carta de Oração de Natal







Queridos Irmãos e Amigos, Companheiros de Ministério.

“…Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus.” Lucas 1:30

O NATAL TEM GRAÇA!
A nossa família entende o Natal como uma óptima oportunidade para percebermos a manifestação da Graça de Deus. É um tempo especial para celebrar os milagres que Ele fez e que continua a fazer, agora em nós. O Natal tem Graça e é graça divina porque mostra bem o poder de Deus que, apesar de tudo e de nós, mantém os seus propósitos bem firmes. Apesar das circunstâncias criadas pelo nosso pecado, Deus continua a mostrar graça aos homens e a nós como família. Vemos Graça na história da linhagem de Jesus. Vemos Graça no nascimento de Jesus e na escolha da mãe adoptiva. Vemos Graça no ministério de Jesus. Vemos Graça no envio de Jesus. Vemos Graça neste Natal, este ano, outra vez, nas nossas vidas. O Natal é para nós manifestação da Graça de Deus sobre nós. Só Ele mesmo nos tem mantido coesos como família e só pela Sua graça nos levantamos como servos-líderes para prosseguir no ministério cristão.

Serve esta carta para, de novo, vos agradecer as generosas ofertas e orações a favor do nosso ministério missionário. Também queremos dar-vos conta do que o Senhor tem estado a fazer nestes últimos tempos nas nossas vidas e ministério.

FAMÍLIA:
Há dias atrás fizemos uma pergunta difícil às nossas filhas. A pergunta era simples mas arriscada: “Queridas filhas, vocês são felizes?” Com esta pergunta queríamos saber se nós, como pais, estávamos a criar as condições espirituais, emocionais e físicas para elas terem o que João 15:11 afirma: “Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo.” Damos graças a Deus, e somente a Deus, porque a resposta delas foi positiva. O Senhor tem sido gracioso e as nossas filhas, apesar de nós, estão a crescer nos caminhos de Deus, com a alegria de Deus nas suas vidas e com um bom desempenho nos estudos. Não estamos descansados enquanto não virmos cada uma delas comprometida totalmente com o Senhor e com o Seu ministério, mas há sinais positivos que, só pela Graça de Deus, são uma realidade.
A Rute, infelizmente, continua sem grandes diagnósticos quanto ao seu problema contínuo de dores na coluna. Vários exames e consultas não detectaram a origem da dor. Agora somou-se também alguns problemas de hipertensão arterial. Agradecemos que orem por ela. Ela continua muito activa em várias frentes e o cansaço é evidente. Ela serve na secção de logística do Seminário, cuida da família, trabalha no CASE – Componente de Animação Sócio-Educativa da Escola Primária do Murtal e, ainda lidera dois ministérios na nossa Igreja. Além de tudo isto, também tem sido ela a dedicar tempo à minha mãe que carece, por estar já completamente dependente, de cuidados de higiene. Essa responsabilidade é nossa, dois meses ao ano.

Quanto a mim, acabo de sofrer mais uma cirurgia que removeu as duas placas metálicas e 13 parafusos alojados no meu braço direito. Iniciei e terminarei o ano com o meu braço praticamente imobilizado. Não foi fácil mas também aqui podemos notar que houve Graça divina. O Senhor usou toda esta experiência de limitação física e de dores para revelar o cuidado e o amor de tantos amigos e irmãos. É bom, de vez em quando, ser objecto de cuidado pastoral.

Termino esta secção da vida familiar com o imprescindível apontamento sobre o nosso vizinho “barulhento”. Muitos de vós têm orado por este “espinho na carne”. A verdade é que o Senhor nos tem ajudado e consolado lembrando-nos que a “sua graça nos basta.” Temos orado por ele e pelas mulheres que ele traz para a sua casa. Depois de um momento muito crítico, decidimos escrever-lhe uma carta que, para já, resultou numa maior discrição e quietude nas práticas de vida deste senhor. Obrigado pelas vossas orações!


MINISTÉRIO:
A Mevic, a nossa agência missionária, acabou de celebrar os seus primeiros dez anos de vida. Que alegria e que bela demonstração da Graça! Temos agora um total de 7 famílias missionárias em Portugal (Pascoal-Cascais, Barata-Belas, Barbosa-Belas, André Dias- Administração) e no estrangeiro (Isabel Jorge - México, Quemol- Guiné-Bissau, Pereira- Brasil). Para além destes, temos o prazer de coordenar vários projectos que têm os seus próprios grupos de trabalho, a saber: ConhecerDeus – Emanuel Resina e Fausto Martins; Teófilos – Tom & Vicky Arabis, Paulo Pereira e Kris Knowles; Summit – André Mota. Nós também, a partir da Mevic, coordenamos o projecto da Dawn Latin Europe que tem equipa própria em Portugal – Missão Global 2015 com a liderança do Paulo Gomes e em Espanha com a Dawn Espanha liderada pelo Manuel Cerejo. É muito trabalho, mas o Senhor tem graciosamente feito o que nunca imaginávamos. O ConhecerDeus.com, desde Setembro de 2008, já recebeu mais de 32.200 visitas únicas, com mais de 3300 orações feitas para receber Jesus ou re-dedicarem-se a Ele e, ainda, 850 pessoas pediram acompanhamento deixando os seus dados pessoais. O projecto está agora na fase de ser adoptado pelas igrejas que terão toda a responsabilidade de acompanhar os decididos. Orem pelos 30 conselheiros que já estão a servir neste importante ministério. Entretanto, a Associação Billy Graham manteve contactos connosco para estudar a possibilidade de lançar em Portugal um outro grande projecto evangelístico. Trata-se do http://www.minhaesperanca.com.br/ e visa mobilizar os lares cristãos que convidarão os seus amigos descrentes para o visionamento de três programas evangelísticos reproduzidos num dos canais de televisão em Portugal. É incrível a qualidade de materiais e recursos evangelísticos que as igrejas em Portugal terão ao seu dispor. Orem por toda esta tremenda iniciativa que, em articulação com o ConhecerDeus, pode trazer muita gente ao conhecimento da Graça de Deus.

O Summit Portugal realizou-se de novo em Lisboa e no Porto e a nossa Missão assumiu toda a responsabilidade de coordenação do evento, embora com a liderança do André Mota. Foi bom ver um número superior a 300 líderes portugueses a reflectirem sobre a sua liderança. Este projecto deverá agora prosseguir em Espanha e no Norte de África, com a nossa coordenação. Acabámos de chegar do Norte de África onde fomos tremendamente tocados com a perspectiva de uma igreja em muito semelhante à Igreja de Actos 2. Devemos orar por estes países onde não há liberdade religiosa e qualquer tipo de religiosidade dependente de formas institucionais. Ficámos mesmo com a determinação de voltar lá e servir de apoio aos missionários latinos que ali labutam. Muitos deles não têm condições de regressar à sua pátria de origem para descansarem ou educarem convenientemente os seus filhos. A Igreja de Cristo aqui pode e deve ajudar. O que de Graça recebemos, de Graça devemos dar.

No Seminário Baptista, é gratificante ter agora, pela Graça de Deus uma equipa mais alargada de colaboradores, pessoas comprometidas com a excelência da Educação Teológica. O Tom e a Vicky Arabis, a Kris Knowles e a Margarida Barros, juntaram-se este ano à equipa. Estou muito agradecido a Deus por estes preciosos dons oferecidos ao STB. Compete-me agora cuidar bem de todos e conduzir o STB nesta nova fase para a mesma visão e valores de ministério. Nem sempre estamos certos de que a visão do STB seja compreendida por todos os que servimos. O nosso propósito é capacitar servos-líderes, servir a Igreja de Cristo e transformar sociedades. A Educação Teológica é para todos os cristãos com uma perspectiva cristã de missão integral. Deus continua a chamar pastores, profetas, apóstolos, evangelistas e mestres para O servirem no Seu Reino com uma sólida formação teológica e ministerial. Nesse sentido, o STB tem recebido profissionais de todos os sectores que desejam servir a Deus num ambiente das suas profissões com uma fundamentada educação cristã. Também, pela Sua Graça, há alunos com uma chamada clara para a plantação de igrejas, pastorado e evangelização em geral. Orem pelos mais de 50 alunos do STB e pelos seus 15 professores. Há desafios enormes no STB no que diz respeito ao seu modelo de gestão, financiamento, património, extensões, revisão curricular, reconhecimento dos seus graus académicos por via estatal ou por parcerias a estabelecer com outras entidades acreditadas oficialmente. Este último semestre não pude dedicar o tempo necessário ao ensino como é meu desejo e fonte de prazer. As responsabilidades administrativas estão a retirar espaço à prática dos dons mais evidentes e à continuidade da minha formação académica.

Na nossa Igreja, muitas coisas se alteraram desde o verão para cá. O André Mota entendeu que não deveria, de imediato, assumir sozinho a responsabilidade pastoral da comunidade e a igreja optou por um modelo pastoral mais colegial o qual seria liderado por mim. A despeito das minhas limitações aceitei coordenar uma equipa de pastores, ainda não ordenados, constituída pelo Paulo Barata, Sérgio Fernandes e André Mota. Entretanto, Deus, graciosamente, acrescentou à equipa pastoral o Pedro Linhares Barbosa do Porto, o que é uma bênção para toda a Igreja. A Igreja não tem, portanto, um pastor de tempo integral, mas uma equipa pastoral, e também não tem um templo. Desde Setembro estamos a reunir em locais públicos na região embora mantenhamos uma das antigas lojas que servem de sede e onde funciona um ministério novo, o Cá-Fé Church, um local para pré-evangelismo onde servimos cafés, sumos, música e testemunho num ambiente informal. Ao contrário do que pensávamos, a Igreja cresceu em termos numéricos, muito significativamente, e o cuidado pastoral é agora mais evidente de uns para com os outros. A Rute, nos seus contactos com os pais dos seus alunos na Escola do Murtal, viu já 3 famílias a chegarem à Igreja e a permanecerem. Pela Graça de Jesus, a Ana, a Jessica, o Diogo, o Hugo, a Carmi, a Anabela, a Sandra e a Paula chegaram até nós e alguns deles já têm o seu nome registado no Livro da Vida. A Rute nunca andou tão motivada nesta área do testemunho pessoal. A Igreja tem, pela bondade de Jesus, uma visão missionária maior do que o seu número de membros. Essa visão de missões e plantação de igrejas está bem definida para o Estoril (Jerusalém), Belas (Judeia), Santa Cruz da Graciosa nos Açores e Câmara de Lobos na Madeira (Samaria) e ainda, os 3 m’s, Marrocos, Moçambique e México (confins da terra), onde em duas destas nações, já temos missionários comissionados pela própria igreja.

Finalmente, queremos dizer-vos que estamos confiados tão somente na Graça de Deus quanto às finanças que compõem o mosaico do nosso sustento ministerial. Parece existir a ideia generalizada de que, como temos gerido e distribuído recursos financeiros por diferentes projectos e pessoas, que nada nos falta. Acontece que todos os fundos que a nossa Missão recolhe de organizações internacionais só existem por causa desses projectos e não são destinados prioritariamente ao sustento de quem quer que seja. Prevemos, em 2009, mais reduções no nosso sustento. Neste final de ano, aguardamos que algumas igrejas em particular, a que recorremos, possam estender-nos graça, ou seja, permitir que o natal prossiga por mais um ano. Sentimos que se não houver um reforço das nossas condições de sustento ministerial, teremos de fazer opções radicais e abrirmos mão de uma ou mais áreas onde há anos temos servido. É que não é por servirmos três instituições que temos três salários. Nenhuma dessas instituições a que servimos paga um salário integral, e todas elas dependem umas das outras para garantirem a nossa continuidade nesses ministérios. Sabemos que Deus é fiel e não nos faltará como até aqui. No entanto, a tentação de buscar segurança de alguma maneira para garantir o sustento, a saúde da família, e a necessidade de concentração nas áreas de paixão ministerial, neste último ano, tem sido algo muito frequente na nossa mente e coração. Orem por isso enquanto estamos a buscar apoios mais regulares de igrejas e amigos. A todos, a nossa mais profunda gratidão.
Um Santo Natal, cheio de Graça.

Com amor,